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Dell vai lançar smartphone com Android no Brasil e na China


A Dell oficializou a sua entrada no mercado de celulares inteligentes ao anunciar o lançamento de um aparelho no Brasil e na China. O smartphone chega ao país asiático este mês, graças a um acordo com a maior operadora sem fio chinesa, a China Mobile. No Brasil, o Dell Mini 3 será lançado ainda este ano, em parceria com a Claro. O aparelho, sem teclado físico, tem uma tela sensível ao toque e roda o sistema operacional Android, do Google.

O anúncio desta sexta-feira põe fim a mais de dois anos de especulações de que a Dell, terceira maior fabricante de PCs do mundo, entraria no negócio de telefones celulares. A recessão econômica interrompeu abruptamente o crescimento da indústria de computadores este ano, enquanto consumidores e empresas diminuiram a compra de novas tecnologias.
A Hewlett-Packard, maior fabricante mundial de computadores, se saiu melhor do que a Dell pois tem negócios mais diversificados. A Acer, baseada em Taiwan, ultrapassou a Dell e chegou ao 2º lugar no ranking graças a popularidade de seus pequenos e baratos netbooks.


A Dell, no entanto, foi uma das primeiras fabricantes de computadores a criar parcerias com operadoras para vender netbooks com planos de dados. Um acordo desse tipo com a China Mobile ajudou a lançar as bases para o Mini 3, que as duas empresas anteciparam em agosto, durante um evento em Pequim.
Michael Tatelman, vice-presidente de vendas e marketing da Dell, disse que a empresa quer que as operadoras tenham algum controle sobre o funcionamento do telefone. O sistema de código aberto Android foi escolhido porque facilita a personalização do software, mas a companhia não descartou trabalhar com o Windows Mobile, da Microsoft


Na China, o Mini-3 fará parte da linha OPhone, que a China Mobile lançará em breve para competir com a chegada oficial do iPhone, da Apple, que é vendido exclusivamente pela rival China Unicom.
A Dell não divulgou as especificações técnicas do Mini 3, mas Tatelman disse que ele traz uma tela de alta definição com 3,5" e som "muito bom" para ouvir música ou ver filmes sem fones de ouvido. Ele usa um teclado touch-screen em vez de um físico.
Como os primeiros iPhones legítimos na China, o primeiro mini 3 não terá Wi-Fi por causa de uma proibição do governo sobre a tecnologia. Tatelman disse que ao longo do tempo, a tecnologia sem-fio local da China será incorporada ao telefone.

Até o final do ano, a Dell Mini 3 telefone também estará disponível no Brasil através da Claro, parte da América Móvil SA, maior operadora de telefonia móvel da América Latina.
Tatelman caracteriza os acordos como de "exclusividade limitada". Ele não quis dizer se a Dell espera produzir telefones para outras operadoras dos dois países, mas indicou que, pelo menos na América Latina, a expansão seria rápida.

Motorola DEXT, o Android da geração Y

Smartphone integra todas as redes sociais numa tela e tem teclado físico grandão





Se o lema desta geração é “tudo ao mesmo tempo, agora, demorou”, a Motorola acertou em cheio na interface do DEXT. O primeiro aparelho da fabricante com Android dá aquele tapa no sistema operacional do Google, integrando os contatos de todas as redes sociais das quais você faz parte. Algo um tanto caótico para quem não quer entrar 10 vezes por dia no Facebook, mas uma verdadeira mão na roda para quem precisa ser multitarefa no celular e está disposto a gastar 1.599 reais.


O trunfo do smartphone está em combinar a nova interface MOTOBLUR com um hardware forte e bonito, que inclui um teclado físico dos bons para quem não se dá tão bem com o touch screen na hora de escrever e-mails, mensagens instantâneas e os tuítes da vida. Se tudo isso é geração Y demais para o seu gosto, basta jogar os widgets na lixeira ou nem digitar usuário e senha para fazer o login nessas redes. Aí é como se o modelo rodasse um Android comum, porém com visual personalizado.



O DEXT não tem nada de inovador em seu formato, mas cumpre com elegância o papel de celular sensível ao toque com teclado físico – aliás, é o primeiro disponível no Brasil com Android e QWERTY.
E certamente é melhor do que o HTC G1, por causa das teclas confortáveis, mas também por ter mecanismo slider forte, assim como toda a construção.
 O ponto negativo é o desempenho fraco, causado pela restrição de instalar programas somente na memória interna de 512 MB.